sábado, 3 de agosto de 2013

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Que seja eterno enquanto dure (Vinícius de Moraes)

Allyson Castro sobre fim do namoro com Deborah Secco: ”Tanto eu quanto ela estamos feridos com esse término”. Deborah Secco parece que costuma viver paixões fulminantes e rápidas. O mais interessante é que ela as trata no mais das vezes como compromisso sério, com direito a aliança, planos de casamento, mesmo que o relacionamento dure alguns poucos meses. E o melhor, aparentemente, pelo que se publica, é que a atriz tem uma capacidade de dar a volta por cima e estar pronta para encarar um novo amor com uma velocidade de cruzeiro. Nada excepcional em gente jovem, louca por emoções fortes, ¨definitivas¨, quando tudo é branco ou preto, sem matiz, como costuma acontecer nos primeiros vinte anos. Mas, não dá para achar que alguém acredite piamente que todas as suas paixonites são pra valer depois dos 18. Além de não combinar com a realidade do comportamento amoroso vigente, onde sexo não se mistura, obrigatoriamente, com amor, onde se fica e se transa livremente e namoro não tem de acabar em casamento. Talvez o problema seja justamente a necessidade que ainda habita corações e mentes de se criar uma fantasia de perenidade para ¨justificar¨, seja lá por qual razão, o comportamento imediatista e transitório no amor. Será que as conquistas desejadas e conseguidas pelas mulheres criaram uma certa ¨esquizofrenia¨na alma da moças ¨livres¨e independentes de agora? Mas, sem ironia, apegar-se a símbolos e atitudes conservadoras e fantasiosas, da época em que ainda não se podia transar, nem morar junto sem casar, só usar aliança depois do noivado oficial e casamento marcado, mostram mais falta de coerência, reflexão e maturidade do que qualquer outra coisa. E não se está falando de um caso ou dois, mas de centenas que se vê todos os dias. Volto a pensar que está na hora de as mulheres adequarem seu comportamento às suas atitudes no quesito sexo, amor, paixão. Senão continuarão a parecer seres infantilizados emocional e intelectualmente, como as sociedades, não faz tanto tempo assim, costumavam estigmatizar o sexo feminino.



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