Agente beijou policial à força e a tocou em partes íntimas; dupla está presa em batalhão.Dois policiais militares são acusados de praticar violência sexual contra uma colega na Academia da Polícia Militar D. João, em Sulacap, zona oeste do Rio. A Justiça Militar aceitou denúncia da Promotoria do Rio por atentado violento ao pudor contra Felippe de Souza Rocha Guimarães e Leonardo Rangel Alves Corrêa. Segundo denúncia do promotor Alexander Véras Vieira, os dois acusados chegaram ao Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças na madrugada do dia 29 de agosto após terem consumido bebida alcoólica. Eles abordaram a vítima, aluna da academia juntamente com os suspeitos, quando ela se dirigia a seu posto de trabalho. Na ocasião, os PMs praticaram assédio moral e sexual contra ela, segundo a Promotoria, fazendo-lhe perguntas intimidadoras e ameaçando de denunciá-la por suposta infração. O promotor relata na denúncia que um dos acusados segurava uma garrafa de vodca. Um dos denunciados mandou a PM soltar os cabelos e disse: — Olha, ela é bonita. Como a vítima não cedeu aos assédios, os PMs voltaram a ameaçá-la, dizendo que falariam ao oficial do dia que ela estaria dormindo ou falando no telefone celular a fim de que ela fosse expulsa do curso da academia. Em seguida, um dos PMs deu um beijo à força na colega. Assustada, a vítima saiu, mas foi agarrada pelo acusado, que a tocou nas nádegas. Enquanto um dos acusados praticava os atos libidinosos, o outro ironizava. — Fica em sentido, pare de gesticular. Segundo o Ministério Público, a dupla responderá por atentado violento ao pudor, porque o caso está correndo sob a Justiça Militar, que se baseia em código penal próprio. Entretanto, se corresse na Justiça civil, o crime seria caracterizado como estupro. A denúncia foi aceita pela juíza Ana Paula Barros, da Auditoria da Justiça Militar, no dia 10. A Polícia Militar informou que os dois alunos foram presos no Batalhão de Polícia de Choque e serão submetidos a Conselho Escolar de Disciplina, podendo ser expulsos. Os dois foram ouvidos por policiais da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar. A PM também informou que a dupla foi autuada pelo Código Penal Militar nos artigos 233 (constranger alguém mediante violência ou grave ameaça a praticar ato libidinoso diverso da conjunção carnal) e 222 (constranger mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer ou a tolerar que se faça, o que ela não manda). A vítima foi submetida a exame de corpo delito no Hospital Central da Polícia Militar.

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