segunda-feira, 16 de setembro de 2013

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Morta a facadas: mãe relata ameaças e se revolta com suspeitas em liberdade

Delegada confirmou que uma das envolvidas já tinha passagem pela polícia.A mãe da adolescente Luana Vieira Gregório, de 15 anos, morta em frente à Escola Estadual José Ferreira Barbosa, na Vila Bourdon, em Campo Grande (MS), se diz revoltada com o fato das suspeitas do crime estarem em liberdade. Katyuscia Rosa de Oliveira conta que um dia antes de ser morta, a filha afirmou que estava sendo ameaçada de morte por uma das suspeitas. A jovem de 18 anos e uma adolescente, de 16, se apresentaram à polícia e irão responder ao processo em liberdade. — Eu não sei de onde a maior tirou tanta revolta e cismou com a cara da Luana. Ela já tinha passagem pela polícia e agora ficará impune a mais um crime? Somos injustiçados. Minha filha deixou um bebê para eu criar porque teve sua vida interrompida de forma bruta. A mãe relata que a filha e a jovem brigaram há dois anos e que mudou a garota de escola para evitar que elas se cruzassem no bairro. Ela ainda acusa a escola de ter se omitido diante da briga. — Nossos filhos não têm mais segurança nem dentro da escola. A briga toda começou lá dentro e ninguém apartou. Olha o que deu. O professor que aparece na imagem só tentou separar quando viu a faca. A delegada Regina Márcia Rodrigues informou que a jovem já tinha um histórico de agressões, segundo a polícia. A madrasta da jovem de 18 anos registrou um boletim de ocorrência afirmando ter sido esfaqueada por ela. — Ela já respondia um processo por lesão corporal contra a madrasta e agora responde pela coautoria da morte da Luana. Ela se entregou e confessou que no dia que a Luana morreu, ela recebeu uma mensagem da outra menor suspeita da morte avisando que a briga estava marcada. A jovem e a outra adolescente respondem ao processo em liberdade por terem se apresentado espontaneamente à polícia, na sexta-feira (13). Segundo a delegada, a menor foi quem desferiu o golpe que matou Luana e responderá por homicídio doloso. A adulta foi indiciada por coautoria. A delegada disse que os depoimentos colhidos sobre o caso apontam uma briga antiga entre as envolvidas. A discussão na sala de aula teria começado porque Luana espirrou um desodorante e a outra era alérgica, mas isso teria sido só a desculpa para a briga, afirmou Renata. — A morte da Luana começou em sala de aula. A adolescente disse que não ia brigar ‘para perder’. Brigas constantes ocorreram na escola e tinham a política de não apartar. Acho que ninguém imagina que tudo fosse terminar nesta tragédia.



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