Família do jovem agora que entrar na Justiça contra a prefeitura da cidade.Condições precárias da calçada e apenas um segundo de descuido transformaram a vida do estudante Rafael Botelho. Depois de sofrer um tombo na rua no momento em que estava em um ponto de ônibus do bairro São Geraldo, região leste de Belo Horizonte, ele ficou com várias complicações. Além de ter o tímpano perfurado, Rafael teve três ossos do rosto quebrados e paralisia facial. Com dificuldade, o jovem, que ainda sente dores nos ferimentos, contou que tropeçou em um desnível da calcaçada e caiu de queixo em cima de uma guarita da rua. — Era noite, a iluminação é precária e a calçada também não ajuda, porque tem muito buraco e é bem desnivelado.O despanchante Paulo Batista, que estava na guarita foi quem socorreu Rafael. Ele tentou acionar o Samu ao ver a grave situação do rapaz, mas foi informado pela corporação que casos desse tipo não são atendidos. —O médico do Samu me disse que nesse tipo de coisa eu tinha que procurar um carro aqui que socorresse ele. Que só atendem facada, tiros, essas coisas. Um motorista que passava pelo local ajudou a levar o rapaz para o hospital. O código de posturas de Belo Horizonte define que a construção e manutenção das calçadas é de responsabilidade do proprietário. No entanto, como o local do acidente de Rafael tem um ponto de ônibus, a família dele agora que entrar na Justiça contra a Prefeitura de BH. O Samu informou que o médico que atendeu a ocorrência avaliou que o caso não era grave e, por isso, não enviou uma ambulância. Já a regional leste alegou que a responsabilidade pela calçada é do dono do imóvel, que deverá ser notificado.

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