sábado, 14 de setembro de 2013

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Efeito Angelina Jolie: Britânico tira estômago para evitar câncer e descobre que já o tinha

Um britânico fez um teste genético e descobriu que tinha chances de ter câncer de estômago. Dan Taylor, 33 anos, decidiu fazer o procedimento para se certificar de que viveria mais tempo para ver suas filhas crescerem. Os médicos descobriram que ele tinha o gene caderina-E com mutação. Isso significava que ele tinha 80% de chances de desenvolver um câncer agressivo o que lhe custaria, provavelmente, a vida. Os médicos disseram que ele ainda não tinha desenvolvido a doença, mas ele resolveu passar por uma cirurgia que durou mais de 6 horas para remover seu estômago. Os médicos, em seguida, descobriram que seu estômago já estava com os primeiros estágios de câncer. Taylor herdou esses genes da família de seu pai: “Estou tão feliz porque eu fiz isso nos primeiros estágios de câncer de estômago”, disse ele. Ele prossegue: “Eu tinha feito uma endoscopia e uma biópsia no final de 2011. Fomos informados que endoscopias não são confiáveis e biópsias podem não encontrar câncer que tem milímetros, então eu tomei essa decisão drástica de arrancar meu estômago. As pessoas dizem que eu sou muito azarado por ter esse gene, mas eu me sinto incrivelmente afortunado por ter descoberto antes que algo pior acontecesse”. Suas filhas correm o risco de 50% de terem herdado o gene, mas o mesmo teste genético só poderá ser realizado quando elas estiverem na adolescência. Taylor teve uma rápida recuperação e em menos de 2 semanas já estava de volta ao trabalho. Isso foi possível porque o estômago é utilizado, principalmente, para armazenar alimentos, e não é tão essencial para a digestão como as pessoas pensam. A cirurgia consistia em ligar a parte inferior do esôfago com o intestino delgado. Isso reduziu consideravelmente a sua capacidade de ingerir alimentos, sendo assim, ele precisa comer muito pouco, mas várias vezes ao dia com alimentos bastante calóricos.O gene caderina-E fornece instruções para fazer uma proteína específica. Essas proteínas se ligam as células de modo a formar tecidos organizados.O gene também atua, teoricamente, como um supressor de tumores, impedindo as células de crescerem e de se dividirem de modo descontrolado, caracterizando assim a formação de um câncer. Esta proteína ajuda as células a ficarem aderidas entre si, o que impediria que células cancerosas saíssem do seu local de formação podendo cair na corrente sanguínea, ocorrendo a metástase é que quando as células cancerosas se espalham por todo o corpo. Mais de 50 mutações já foram encontradas em pessoas que possuem câncer de estômago de forma hereditária. Essas mutações aumentam consideravelmente as chances de uma pessoa ter câncer neste órgão. >>>Espalhe esta matéria para seus amigos no facebook, twitter ou orkut!



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