domingo, 4 de agosto de 2013

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Pesquisa avalia que bons líderes favorecem ambiente de trabalho

Bons salários motivam os profissionais e aumentam seu desempenho. esquisa dirigida a 591 empregados de uma rede varejista com 68 lojas no Brasil aponta que as qualidades e o comportamento de um líder empresarial favorecem o clima corporativo e os resultados dos negócios. Os melhores resultados foram verificados nos estabelecimentos com melhores lideranças. A investigação feita pelo estudante brasileiro Dálcio Reis Júnior, doutorando do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro — centro de Portugal. Arménio Rego, professor-orientador do brasileiro explica qual deve ser o perfil de um líder corporativo. — Deve ter perseverança, paixão, integridade e humildade combinada com ambição. Deve ainda ser capaz de reconhecer padrões, definir um futuro desejado para a organização e canalizar os esforços dos colaboradores para tal futuro. Segundo o pesquisador, o que o líder faz é mais importante do que aquilo que diz. — As ações comunicam mais do que as palavras. Líderes competentes, sérios, empenhados, respeitadores, perseverantes, honestos, otimistas, resilientes. Com capacidade de lidar com problemas e confiáveis aumentam as possibilidades de sucesso. Arménio Rego e Dálcio Reis Júnior, juntamente com Miguel Pina e Cunha, professor da Nova School of Business and Economics, Universidade Nova de Lisboa, assinaram artigo premiado na Conferência Internacional sobre Negócios e Informação, realizada mês passado em Bali na Indonésia. Segundo Cunha, a pesquisa mostra que os líderes “carismáticos” geram impacto positivo no ambiente de trabalho porque tem a capacidade de “construir uma equipe”, de criar e de compartilhar uma missão onde os empregados. — Eles se veem e o têm o líder como exemplo. Para os pesquisadores o ambiente corporativo propiciado pela liderança tem importância complementar à remuneração. Arménio Rego enumerou os pontos que favorecem o ambiente positivo e a autoestima dos funcionários. — Um salário digno é crucial. Transmite ao colaborador o quanto a organização valoriza o seu trabalho. E é um fator promotor da autoestima. Mas o salário incrementa, sobretudo, a motivação extrínseca. Para incrementar a motivação intrínseca, é necessário que o trabalho faculte oportunidades para a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal seja suficientemente desafiante mas não excessivamente estressante, ajude a satisfazer necessidades sociais e de pertença, e seja significativo e útil.



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