terça-feira, 30 de julho de 2013

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Papa faz apelo aos jovens para mudar mundo injusto

Pontífice pediu para que jovens mudem um mundo em que comida é jogada fora enquanto milhões passam fome e onde a política está mais ligada à corrupção do que aos serviços. Rio de Janeiro - A papa Francisco fez uma apelo aos jovens nesta sexta-feira para que mudem um mundo em que comida é jogada fora enquanto milhões passam fome, onde o racismo e a violência ainda afrontam a dignidade humana e a política está mais ligada à corrupção do que aos serviços. Francisco, no quinto dia de viagem ao Brasil que vai até domingo, acompanhou a encenação da Via Crucis na praia de Copacabana como parte das celebrações da Jornada Mundial da Juventude, evento com a presença de milhares de fiéis brasileiros e de várias partes do mundo. Centenas de milhares de pessoas lotaram a orla de Copacabana para acompanhar a representação teatral diante do papa argentino, que recebeu mais uma saudação calorosa do público ao percorrer um trajeto de cerca de 3 quilômetros de papamóvel. O pontífice, que beijou vários bebês e cumprimentou dezenas de fiéis ao longo do trajeto, desceu duas vezes do carro para benzer uma imagem de São Francisco e para abençoar homens e mulheres em cadeiras de rodas. Em seu discurso após a encenação da Via Crucis, Francisco usou a analogia com o sofrimento de Jesus para pedir aos jovens que diminuam os sofrimentos do mundo. O papa lembrou as vítimas da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria (RS), onde mais de 240 pessoas morreram em consequência de um incêndio, em janeiro. O pontífice falou também sobre "o silêncio das vítimas da violência, que já não podem clamar, sobretudo os inocentes e indefesos", e acrescentou que Jesus está ao lado das famílias cujos filhos foram vítimas da violência e das drogas. "Jesus se une a todas as pessoas que passam fome, num mundo que todos os dias joga fora toneladas de comida... Jesus se une a quem é perseguido pela religião, pelas ideias, ou simplesmente pela cor da pele", disse o papa. Desde que foi eleito em março, Francisco tem adotado posições firmes e disse diversas vezes que a especulação financeira e a corrupção têm causado a fome para milhões de pessoas.



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