O IDHM, da ONU, mediu o grau de desenvolvimento das 5,5 mil cidades brasileiras. E mostrou: existe ainda uma distância enorme entre as regiões Norte e Nordeste do Sul e Sudeste. São Paulo – O Brasil conseguiu deixar de ser um país de desenvolvimento humano muito baixo para cair na categoria de alto desenvolvimento em apenas 20 anos. A constatação é do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgado hoje pelo Pnud, um dos órgãos das Nações Unidas, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro. Mas a rápida evolução esconde ainda um grande fosso entre as regiões do país. Basta dizer que não há nenhuma cidade no Norte ou Nordeste que seja considerada pela ONU com grau de desenvolvimento muito alto. No Sul e Sudeste a situação é contrária: nenhum município ganhou cotação de desenvolvimento muito baixa. Veja abaixo quatro provas, tiradas do relatório do IDHM, que mostram que as disparidades ainda são enormes entre as regiões brasileiras, e um verdadeiro desafio para as autoridades: 1 – Só no Norte e Nordeste existem cidades com desenvolvimento “muito baixo” O IDMH vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor. Para chegar a este número, o Pnud considera três subíndices, que também variam de 0 a 1: educação, renda e expectativa de vida. O resultado disse determina o nível de desenvolvimento de um município: Muito Baixo Baixo Médio Alto Muito Alto IDHM 0 a 0,499 0,5 a 5,999 0,6 a 0,699 0,7 a 0,799 0,8 a 1 A tabela a seguir mostra que cidades de muito alto grau de desenvolvimento são raras no Brasil, assim como as de grau muito baixo. Região Muito Baixo (nº de cidades) Baixo (nº de cidades) Médio (nº de cidades) Alto (nº de cidades) Muito Alto (nº de cidades) Norte 18 180 226 25 - Nordeste 14 1099 647 34 - Sudeste - 73 695 871 29 Sul - 5 400 769 14 Centro Oeste - 10 265 190 1 Brasil 32 1.367 2.233 1.889 44 O problema é que Norte e Nordeste não apresentam nenhum município cuja educação, renda e qualidade de vida entrem na categoria muito alta. Mas, juntas, têm 32 cidades na categoria muito baixa. Centro-Oeste, Sul e Sudeste não têm representantes na escala de menor desenvolvimento, uma categoria na qual o desejável seria que não houvesse mais integrantes no Brasil.

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